Apesar de ter estado internado quatro dias sob observação médica e da causa da morte declarada ter sido um traumatismo crânio-encefálico grave, cabe ao Ministério Público decidir se Angélico Vieira será ou não autopsiado.
Ao PÚBLICO, sem concretizar o caso em análise, o presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal, Duarte Nuno Vieira, explica que, de acordo com a lei, a autópsia só é obrigatória quando a morte é imediata. Nas restantes situações de morte violenta (o conceito inclui acidente homicídio ou suicídio) ou morte não imediata cabe ao Ministério Público decidir se se realiza ou não a autópsia.
“Se o Ministério Público decidir que está tudo esclarecido pode dispensar a autópsia. Se houver situações problemáticas que envolvem seguros, por exemplo, pode pedir autópsia”.
O responsável explica ainda que este é um processo rápido mas dada a hora tardia a que já foi declarado o óbito do actor e cantor, já perto da meia-noite, os próximos passos do procedimento legal só seriam tomados esta manhã.
Até às 9h00 o corpo de Angélico Vieira não tinha dado entrada no Instituto de Medicina Legal do Porto.
O funeral de Angélico deve realizar-se em Lisboa, aguardando-se informação sobre quando se vai realizar.
Sandro Milton Vieira Angélico, Angélico Vieira, nasceu a 31 de Dezembro de 1982. Apesar de ter nascido em Lisboa, nunca esqueceu as raízes angolanas, às quais tantas vezes fez referência nos seus trabalhos.