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Olga Diegues: “Já me sinto mais do que casada”

January 26, 2010 | Categorias: Noticias

Olga Diegues confidenciou ter um grande apego à cidade do Porto e ao seu FC Porto, do qual diz ser ferrenhaCom 29 anos, Olga Diegues é uma mulher multifacetada: viveu no Brasil e nos Estados Unidos, fez teatro, cinema e televisão. Feliz a nível pessoal e profissional, a portuense já integrou o elenco de um filme norte-americano, ‘Turistas’

- A Olga tem uma forte ligação à cidade do Porto. Porquê?

- Porque foi aqui que nasci e vivi a maior parte do tempo. É aqui que tenho os meus amigos, a minha família e o meu namorado. Quando estive noutros países senti muito a falta da minha cidade e das minhas verdadeiras raízes.

- Há também um grande afecto pelo FC Porto?

- Um afecto enorme. Sou ferrenha. Adoro futebol. Se não for ao estádio vejo sempre em casa com o João ou com amigos. Vibro muito mas não sou doente. Também sei ser desportista, mas visto azul e branco com muito prazer.

- E como foi ser pedida em casamento no Estádio do Dragão?

- Foi a maior surpresa da minha vida. Não estava nada à espera. Nem sei como o João organizou as coisas, só sei meros pormenores que agora me conta. Supostamente eu ia ver o jogo e trabalhar. Foi uma grande mentirinha que ele me pregou. O objectivo era mesmo eu ir fazer a entrega de um prémio de um concurso que estava a decorrer, mas a realidade foi outra…. Adorei a sensação.

- Então é por isso que o Estádio do Dragão lhe é tão especial…

- Pois. Para além de ser o ‘altar’ do meu clube, foi o local onde fui pedida em casamento sem estar à espera. Mas se tivesse acontecido em Paris, iria ser esta cidade que me iria transmitir um enorme carinho. Assim ganhei um grande vínculo emocional com o estádio. Tenho um grande orgulho de ter sido pedida em casamento lá, sendo eu grande adepta do FC Porto.

- Então quando casar a sua casa vai ser azul e branca…

- (Risos) Nem tanto ao mar nem tanto à terra. Lá por sermos os dois ferrenhos não quer dizer que assim seja (risos). Nunca deixo de trabalhar ou de viajar para ir ver o meu clube. Mas não, se fosse dessa cor ia ser pouco estético.

- Como é um local acarinhado por si, já pensou em casar no Dragão?

- Não (risos). Não é nada disso que está nos meus planos.

- Então o que está nos seus planos?

- Apenas casar este ano. Mais nada.

- E já há data definida para a união?

- Não, ainda não há nada delimitado. Ainda é cedo.

- O casamento vai ser mais moderno ou tradicional?

- Vai ser um casamento bem normal. Como todos os casamento são. Não é preciso fazer nenhum filme com isto.

- Quando era criança imaginava-se a casar?

- Nada disso. Não sou daquelas pessoas que aos seis anos já tinha o vestido de noiva idealizado. Ando a descobrir essas coisas agora. Tenho é de seguir um protocolo, realizado por mim, e composto por várias fases até chegar ao grande dia. Tudo isto é novo para mim e estou a aprender a lidar com as novas descobertas da situação. Está a ser muito engraçado. Mas não quero falar mais do casamento.

- E os preparativos?

- Vão muito bem. Mas não quero revelar nada. Pode dar azar (risos).

- Já vive com o João há quanto tempo?

- Algum (risos).

- Quem casa quer casa?

- Talvez. Agora estamos a tratar de outras coisas que são essenciais para o rumo da nossa vida enquanto casal. A nova casa logo se vê. Como já estamos junto, vai fazer em Abril onze anos, se esperarmos mais algum tempo por uma casa nova, ninguém morre (risos).

- Onze anos juntos transparece uma relação sólida. O amor ainda não esmoreceu?

- Cada casal sabe de si e segue a sua vida profissional e pessoal como acha melhor. Este tempo juntos significa algo: que nos amamos e que nos damos bem. Alguém que oferece um anel de noivado a outra é porque nutre muito carinho. Passados quase onze anos, sinto-me mais do que casada. Há casamentos que não duram tanto tempo e namoros que não chegam a metade.

- Pensam ter filhos?

- Tenho de esperar e seguir o percurso natural das coisas que são normais e essenciais para o rumo da nossa vida. Não tenho nenhuma agenda. O objectivo é deixar as coisas fluir normalmente. Para ter filhos é preciso ter estabilidade financeira e emocional, a qual já temos há muito tempo. Ter filhos tem o seu devido tempo.

- Mas gostava de ser mãe?

- Claro que sim. Gostava muito de ser mãe. É uma das minhas pretensões. Mas isso não quer dizer que seja já para o ano…

- Onde conheceu o João?

- Não gosto muito de falar da minha vida pessoal, mas não foi na faculdade como se diz. Foi muito antes desse tempo.

- No plano profissional, como vão as coisas?

- Actualmente estou a apresentar o programa ‘Porto Fino’, no Porto Canal. Projecto que me dá a oportunidade de fazer aquilo que mais gosto: conduzir uma entrevista, assim como explorar e conhecer a história de vida de personalidades do panorama nacional, partilhando com elas momentos de cumplicidade e intimidade. Estou muito feliz neste novo programa, que me tem dado um gozo tremendo fazer. Para além disto continuo na RTP como júri da ‘Praça das Cantigas’, na ‘Praça da Alegria’. Antes estive a fazer o ‘Toma Café’, também no Porto Canal, com o Rui Terra.

- São programas com um conceito diferente…

- O que muda é que no ‘Porto Fino’ não tenho parceiro, logo se falhar algo tudo tem de ser conduzido por mim, mas também este programa é gravado e o outro era em directo. Outra coisa que muda é que o ‘Toma Café’ era um programa diário e ganhei um enorme à vontade. Mas sou muito feliz no que faço. A dedicação e o empenho é sempre o máximo.

- Posso concluir que a sua agenda é muito preenchida. Consegue conciliar com a do João?

- Muito preenchida. Mas ainda bem que assim o é. É bom sinal. Quando quero estar com o João tenho de gerir muito bem o tempo. O importante é querer pois com tempo tudo se consegue. As nossas férias é que são mais difíceis de conciliar. Mas também no dia-a-dia tenho dificuldade em estar com os meus amigos e o meu irmão…. Como não tiro férias no Verão, ainda é mais difícil ir com ele. No entanto, tento sempre compensar com fins-de-semana em Portugal ou nas capitais europeias mais próximas. Ir de férias para mais longe e estar sete dias com o telemóvel desligado tem sido muito complicado para nós. Em compensação tenho conseguido ir para fora com as minhas amigas. Mas só com elas, sem o João.

- Após o casamento essas férias com as amigas são para manter?

- Não sei (risos). Logo se vê.

- Gostava de ingressar num canal generalista, no qual conseguisse ‘chegar a todos’?
Chegar a mais pessoas é um objectivo, claro. Devagar, devagarinho é que se vai longe e de certeza que um dia vou conseguir conquistar o meu lugar ao sol. Já antes estive na RTP N e na SIC, a fazer as reportagens do ‘Êxtase’. Depois saltei para as novelas da TVI…. Eu já passei por todos os generalistas…Mas sinto-me muito bem no Porto Canal.

- Gostava de participar no elenco fixo de uma novela?

- O meu lema é fazer sempre mais e melhor. Aceitaria com muito gosto e agrado. Mas isso não depende só de mim. Talvez entretanto não o tenha conseguido pois resolvi ir estudar para o estrangeiro. Foi muito enriquecedor para mim. Se tivesse ficado em Portugal nunca tinha ido a Los Angeles, fazer e ver um filme – ‘Turistas’.

- E como surgiu o convite para participar no filme ‘Turistas’?

- Surgiu do nada. Foram os astros que se juntaram e aconteceu (risos). Estava no sítio certo na hora certa. Tudo aconteceu muito rapidamente. Estava no Brasil há cerca de um mês e, ainda me lembro, nesse dia acordei muito atrasada e mal tive tempo de comer. Tive a feliz sorte de passar por um realizador americano, o John Stockwell, que estava a procurar uma rapariga com traços suecos. Como estava super loira ele virou-se para mim e disse: ‘não sei quem és ou o que fazes, mas és a imagem daquilo que preciso’. Pediu-me para fazer um teste e acabei por passar. Faltava a aprovação final da produtora de Los Angeles. A minha felicidade foi tremenda quando, dois dias depois, me ligaram a dizer ‘Bem-vinda ao filme. Já fazes parte da equipa’.

- Como classifica essa experiência?

- Maravilhosa. Não é todos os dias que se trabalha com actores que só estamos habituados a ver na tela do cinema. Aprendi muito e pude explorar a minha veia de actriz. ‘Turistas’ foi uma grande escola para mim. Foram dois meses que nunca vou esquecer.

- E gostou de se ver na tela?

- Adorei, se bem que o meu papel não é nada de extraordinário. Tive uma morte muito trágica (risos). Algumas cenas demoraram muito tempo a gravar mas amei.

- Prefere fazer cinema, televisão ou teatro?

- É muito complicado fazer uma escolha. Cada um dá um prazer diferente, pois os métodos de trabalho são totalmente distintos. No teatro há a adrenalina e a reacção das pessoas é imediata. Nas novelas é fantástico descobrir os traços que a nossa personagem vai ganhando ao longo do tempo. Sobretudo gosto de comunicar, seja de que forma for. Gosto de fazer papéis diferentes e opostos do que sou na realidade. Quando me convidaram para fazer os ‘Morangos com Açúcar’ fiquei com um pé atrás pois não tinha certeza se ia corresponder ao que me tinham pedido….

- Fez 29 anos a semana passada. Não está com receio de entrar na casa dos trinta?

- Não. Nenhum mesmo. Tenho uma família e amigos geniais, um irmão que amo de paixão e um homem a meu lado que me deixa segura sobre aquilo que quer. Também tenho uma profissão que eu amo e já viajei por meio mundo. Já fiz teatro, cinema e televisão. Até já estive sentada num cinema em Hollywood a ver um filme em que participei. Os trinta anos não são nada para mim. Sou muito feliz em termos pessoais e profissionais.

- Qual é o seu maior medo?

- Perder todos aqueles que me são próximos. Não ter as pessoas que amo à minha volta. É um pouco mórbido mas é a ordem natural das coisas.

- Teve receio disso aquando do acidente do seu irmão? [seguia com Francisco Adam quando este sofreu o desastre que causou a sua morte]

- Não quero falar disso.

- Qual a maior qualidade da Olga?

- Ser muito persistente. E é isto que me desanima nos portugueses, enquanto povo em geral. Somos extremamente pessimistas e os primeiros a derrubar-nos e a quem tem sucesso lá fora. O que é muito triste. Damos muito pouco valor aos nossos e ao que é nosso. Já os espanhóis superam-nos a mil nestas coisas. Nunca fico de braços cruzados nem sentada no sofá. Vou à luta. Arrisco sempre.

- Loira ou morena?

- Sempre me vi loira desde criança. Mas às vezes apetece-me mudar um pouco e pinto. No entanto, o loiro vem sempre ao de cima. Agora pode-se dizer que isto é um misto (risos).

- Preocupa-se com o que veste no seu dia-a-dia?

- Sou extremamente prática! Tenho os meus gostos muito pessoais mas gosto muito de andar confortável. Quem me tira os meus jeans tira-me tudo. Quando trabalho é normal produzir-me mais (risos).

INTIMIDADES

- Quem gostaria de convidar para um jantar a dois?

- A pessoa que janta comigo a dois todos os dias, o meu namorado.

- Não consigo resistir a…

- Pipocas salgadas e batatas fritas. Em termos de comida sou muito dada a salgados. Não resisto a um pacote de batatas. Quando como uma não consigo parar.

- Se pudesse o que mudava em si, no corpo e no feitio?

- No corpo já estou a mudar. Estou a corrigir os dentes. Em termos de feitio, não vou falar num defeito, mas sim numa característica. Sou muito teimosa, mas é uma teimosia aliada à persistência.

- Sinto-me melhor quando…

- Quando faz sol e calor. Quando não chove nem faz frio. Quando estou na praia ou com familiares e amigos…

- O que não suporta no sexo oposto?

- Não é não suportar. Mas os homens podiam corrigir algumas coisas. Por exemplo, prestar um bocadinho de mais atenção a pequenos pormenores. Isto passa um pouco ao lado do sexo masculino. Podiam também dar alguns elogios quando menos estamos à espera e não apenas em épocas especiais. Acima de tudo tem de haver cavalheirismo.

- Qual o seu pequeno crime diário?

- Ficar mais cinco minutos na cama do que devia. Sair quando o despertador toca às vezes é complicado. Por norma tenho hábito fazer batota e colocar a despertar cinco minutos antes, para os poder aproveitar bem de um lado para o outro na cama. Assim posso sempre dormir mais um bocadinho.

- O que seria capaz de fazer por amor?

- Já fiz tantas coisas mas que não chamo de ‘loucuras por amor’, mas sim coisas normais e naturais. Gosto de surpreender as pessoas. Não só o meu namorado mas também os amigos. O amor é algo muito relativo.

- A minha vida é?

- É muito feliz. É a vida de alguém que já viveu em três continentes diferentes e já visitou mais de meio mundo. É a de quem faz aquilo que gosta e quer fazer muito mais.

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