
Dividida entre o Porto, onde nasceu e cresceu, e Lisboa, para onde se mudou há três anos, à procura de novas oportunidades, Rute Miranda é um espelho da sua geração.
Cosmopolita e exigente, diz que não gosta de estar sempre no mesmo sítio ou de repetir experiências. Nómada de espírito, irrequieta de personalidade, ambiciona cada vez mais a nível profissional e não tem receio de arriscar. Pronta para novos desafios, sabe o que quer para si. Do teatro à televisão, do marketing à apresentação, a multifacetada actriz, de 34 anos, explica que o importante é rever-se nos projectos em que se envolve. À espera de uma oportunidade para se revelar, mostra-se segura das suas potencialidades e pronta para surpreender. Em palco no Teatro do Bolhão, no Porto, em Otelo, de William Shakespeare, até ao final do ano, Rute Miranda está confiante no ano de 2010. Testemunha presente da itinerância da actriz nos últimos dez anos, o namorado, André Lima, de 39 anos, é o seu equilíbrio e o companheiro com quem deseja casar-se um dia e ter filhos.
- Mudou-se para Lisboa, mas continua a vir muito ao Porto. Por que resolveu sair da sua cidade?
Rute Miranda - Mudei-me por questões profissionais e para abrir novos horizontes. Em 2006, por exemplo, fiz parte do elenco da telenovela Dei-te Quase Tudo e durante os oito meses que duraram as gravações passei o tempo a fazer viagens entre Lisboa e o Porto, foi extremamente cansativo. Tinha de ter a minha casa mais perto do local onde estou a trabalhar. Mudei-me para Lisboa e tenho uma casa que adoro, na Graça, com um jardim fantástico. E é por ali que vou ficar se continuar a ter trabalho em Lisboa. Mas não tenho ideia de estagnar num local, não gosto de estar sempre no mesmo sítio. Faz parte de mim este espírito nómada.
- Está há um mês e meio no Porto com uma peça de teatro. Mais uma itinerância?
- Estou no Porto a convite do Teatro do Bolhão, para fazer o Otelo, e está a ser uma experiência interessante. Termina a 20 de Dezembro e, depois, vamos fazer uma digressão pelo País.
- E qual será o próximo projecto?
- Agora estou concentrada nesta peça, mas já tenho algumas propostas para a frente. Sei o que gostava de fazer, mas ainda não tenho nada definido. Gosto muito de teatro, e faço-o há 17 anos, mas também me atrai a televisão. Gosto daquele ritmo. Já fiz muita coisa, desde produção para teatro a marketing em comunicação social.
- E disso tudo, o que é que a realiza mais?
- Gosto de diversificar a minha carreira. Já fiz teatro consecutivamente durante seis anos e é muito tempo. O meu objectivo de vida é fazer um bocadinho de tudo. Seja teatro ou televisão. E há muitas outras coisas, rádio, apresentação em televisão… Estou aberta a novos desafios. O mais importante são os projectos e, se me identificar, arrisco.
- É bastante discreta na sua vida pessoal, mas mantém uma relação há quase dez anos com André Lima. Conte-nos como se conheceram?
- Tinha 16 anos quando conheci o André, na escola de teatro. Eu estava a tirar o curso de representação e ele de cenografia. E ainda hoje ele desenvolve esta actividade, paralelamente ao design de interiores. No fim do curso, cada um de nós seguiu a sua vida, até que nos reencontrámos quando eu tinha 24 anos.
- Neste momento, com a Rute a passar a maior parte do ano em Lisboa e o André a viver no Porto, como gerem a distância?
- Dividimo-nos entre as duas cidades. Digamos que a nossa relação tem objectivos comuns e as coisas estão bem definidas. Portugal é um país pequeno e conseguimos chegar facilmente de Lisboa ao Porto. Não temos mapas nem planificações mensais, mas conseguimos estar juntos sempre que queremos. Temos uma casa em Lisboa e uma no Porto e, conforme a disponibilidade de cada um, encontramo-nos. Mas não temos rotina na nossa relação. Temos uma vida em comum, e quando uma relação tem alguns anos, é mais fácil, porque as coisas estão bem definidas. O mais importante é respeitarmo-nos.
- Acredita que é uma relação com futuro?
- Estou bem com ele hoje. Em dez anos de relacionamento, já passámos por várias fases. Não há relações perfeitas, nem homens ou mulheres ideais. Sou muito metódica, extremamente exigente, tenho a mania da perfeição, e isto pode tornar-se um grande defeito. Mas o André conhece-me bem…
- Fazem planos para o futuro? Pensam em casamento?
- Já estamos praticamente casados, só falta assinar o papel, mas, a longo prazo, gostava de formalizar a nossa relação. Pelo acto e pela partilha. E não tem de ser agora, pode ser aos 45 anos. Idealmente, vestida de branco, no Mosteiro dos Jerónimos, ou num destino paradisíaco. Digamos que estou noiva, mas sem data de casamento marcada.
- E o apelo da maternidade, já o sentiu?
- Os filhos são a nossa continuidade. Nascemos e morremos sozinhos e os filhos são a prova de que passamos por cá e vivemos uma história de amor, mas o meu relógio biológico já bateu mais do que bate neste momento. Felizmente, hoje as mulheres podem ter filhos até mais tarde. Daqui a dois ou três anos pensarei nisso. O André, por ele, tinha já.
- É importante ter o apoio do André nos momentos importantes da sua carreira, como, por exemplo, as estreias?
- Gosto muito de ter as pessoas que mais amo a meu lado nos momentos importantes da minha vida, assim como preciso de falar e de estar com elas diariamente. É nelas que reciclo as minhas energias. E porque são as pessoas que melhor me conhecem, tenho em consideração as críticas que me fazem. São muito construtivas.
- Como é o Natal de uma pessoa que assume ser nómada?
- O Natal é uma época que me deixa muito nostálgica e que perdeu parte do encanto com o desaparecimento da minha avó paterna, Cristina, em 1995. Ainda hoje ela continua a ser o sol da minha vida. Quanto a este ano, ainda não sei como vai ser. Não costumo fazer planos com antecedência. Normalmente, só quando a data se aproxima é que resolvo com quem vou passar o Natal. Isto porque depende da zona do País onde vou estar, porque, felizmente, tenho família em todo o lado. Posso passar em casa da minha mãe ou do meu pai (eles separaram-se há muitos anos e tanto um como o outro tiveram mais filhos). Ou com os meus primos e tios. Ou com um grupo de amigos num hotel, como já aconteceu, e foi divertido. Neste momento, está tudo em aberto…
- Não partilha com o André a noite de Natal?
- Sim, claro. Dividimo-nos e passamos a véspera com a família de um lado e o dia com a do outro.
- Gosta de comer? Do que é que não prescinde na mesa de Natal?
- Adoro comer, mas tenho que ter cuidado com o colesterol, que é uma herança genética que me persegue. Mas no Natal, o bacalhau cozido com grelos não pode faltar, porque é do que mais gosto. O resto, também depende da zona do País onde estou… E já liguei mais a doces, mas gosto muito de leite-creme e de aletria.
- E nestes dias, entra na cozinha? É boa cozinheira?
- Sim, cozinho com regularidade, porque me relaxa. Aprendi com a minha avó, embora ela nunca me deixasse cozinhar, e com a minha mãe, que está sempre pronta para me dar dicas. Gosto de receber os meus amigos em casa e de fazer o jantar. É uma rotina que gosto de partilhar com eles.
Parabéns pela publicaçao desta entrevista da rute miranda li e amei!é das minhas actrizes favoritas e é linda!vi quando fazia a isabel e tive muita pena que saisse da novela sem o amor do prof.publiquem mais!
Carla santos
publkem mais fotos da rute!!!
yap!sme duvida tb vi entrevista na revista e so tenho pena k tneha namorado, lindas assim deviam andar soltweiras,
fran.